segunda-feira, 23 de maio de 2016

Homônimos...

Algumas palavras oferecem dificuldades na escrita por serem muito semelhantes na fala e na escrita. São os homônimos e os parônimos.


Homônimos são vocábulos que possuem escrita ou pronúncia iguais (às vezes, tanto escrita quanto pronúncia), possuem, porém, sentidos diferentes. 

        As meninas são muito inteligentes.

       Nunca pensei que pudesse torcer tanto pra chegar em casa são e salvo!


Podemos encontrar Homônimos homógrafos e homófonos. 

Os Homógrafos (homo = mesmo; igual; grafa = escrita, grafia ) são escritos da mesma maneira, mas com  pronúncia em tons diferentes.

·         Estou cheio de sede.(E fechado)

·         Onde fica a sede do conselho? (E aberto)


Os homófonos ( homo = mesmo, igual; fone = som) pronunciam-se do mesmo modo, mas diferem-se na escrita.

Exemplo:



Existem ainda as palavras parônimas, em que a pronúncia e a escrita são parecidas, semelhantes e, é claro, possuem significado diferente, mas que no dia a dia às vezes confundimos por se parecerem muito uma com a outra.

Exemplo:
·                        Fez uma descrição pormenorizada do que se passou.
·                        A discrição é uma marca garantida dessa empresa.







segunda-feira, 16 de maio de 2016

Escrita e leitura: troca de objetivos



Por que o ato de escrever oferece tantas dificuldades? 
Por que as pessoas às vezes entendem a mensagem de forma tão diferente daquilo que se expressa na escrita?
Objetivos. Cada um tem os seus.
Alguns simplesmente não entendem a mensagem ofertada pelo emissor, por não ser de seu interesse pessoal. Outros, porque apenas alguns pontos desse texto lhes interessam. Outros ainda porque falta vocabulário mais aproximado ao do texto. Ou também por falta de atenção adequada...
Porém, devemos, antes de tudo, atentar para um item importante: A leitura de um texto ou de um livro são como uma conversa entre o escritor e o leitor. O que se entende dela deve ser resultado da experiência de cada um deles.  
O locutor codifica seus pensamentos e os traduz na linguagem.
O interlocutor, ao ouvir ou ler tal mensagem, a decodifica, interpretando-a, conforme as suas experiências de mundo e suas posturas diante do texto. Posturas porque todos lemos de acordo com nossos objetivos. 
Ler para quê? Buscar informações para si mesmo? Como estudo? Como lazer? 
Cada um de nós tem os seus e sabe exatamente o que procura em cada texto, bem como cada locutor tem seus objetivos ao expressar seus pensamentos.
Enfim: o escritor expõe seu conhecimento de mundo, sua cultura, suas opiniões e o leitor os decodifica também utilizando cada um desses parâmetros.
Não é à toa que cada texto pode ter diferentes interpretações... 
Esse diálogo entre o leitor e o escritor poderia ser infinito, pela extensão de todas essas experiências reunidas... Não é bem assim, no entanto. 
O próprio contexto impõe-nos limites... 
Não dá pra entender algo  completamente diverso do que está escrito... É esse o limite desse diálogo.